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24/08/2010

tropel de formigas no Poema Dia


.................Hoje eu ouço as canções
.......................................que você fez pra mim
......................................................Não sei por que razão
.......................................................................tudo mudou assim
.........................................................................................Ficaram as canções,
...............................................................................................................mas você não ficou...



Caros Amigos,

Hoje, revitalizando antigas estações, postei um "tropel de formigas" em o Poema Dia.
Aproveito o post para agradecer-lhes as visitas e gentilezas várias expressas em o HF diante do espelho. Estou numa fase de dedicação à escrita de minha tese e tem sido difícil conciliá-la com os outros muitos das atividades profissionais.

Um abraço caloroso em todos e todas,
Hercília Fernandes.


24/07/2010

eu-tu, nós em miúdos 2



Arte: René Magritte

Amigos,

hoje estou em o Poema Dia com uma "coleção de miudezas".
Convido-os a uma visita.

Saudações poéticas,
H.F.

24/05/2010

queda



Eu te amei!
As pedras do paleolítico
bem previam...

Mas nossa primitividade
virou poeira em frágil edificação
e, das cinzas, nenhuma Fênix
ressurgiu.

(11 abr. 2009)


*Texto disponível, também, em o Poema Dia.

24/02/2010

Preferências

Textos revisitados para postagem em o Poema Dia.




I - saudável


A palavra era fugidia

demasiadamente vaga,

embora tardia.


Não era o que a minha

alma sonhadora sol-via

nem o corpo imperfeito,

debalde, pretendia.


Era uma palavra sadia...

sem sinais de combate,

cansaço, nem

esquizofrenia...



II - equívoco


prefiro o silêncio

a palavras ambíguas

negros apontamentos

a reticências de punhos

de cromos de tombos

de línguas...




24/10/2009

Pacotaria do amor no Poema Dia



Se amor se vendesse...

Eu venderia amor em muitas caixas

embrulharia cada uma

com metros de rima e, dentro, só fumaça

para o amor se esparramar, no céu, em cinza mágica.


Se amor se vendesse...

Eu venderia amor tal qual perfume na loja

com data de fabricação bem descrita

mas o vencimento... data vã, indefinida

posto não se saber, ao certo, a hora da chegada

nem quanto a dor da partida.


Se amor se vendesse...

Eu venderia amor em doses homeopáticas.

capitalizaria cada gota de orvalho

faria da rosa seu marketing necessário

e, do beija-flor, um vendedor implacável:


- Quem dá mais? Quem dá mais? Quem dá mais?...

(Na Pacotaria do Amor, você compra amor e leva de brinde uma flor;

por apenas alguns, poucos e míseros, trocados!)


Se amor se vendesse,

eu já estaria rica!...



*Para visitar o Poema Dia, clique aqui.

**Texto também publicado no site www.artigos.com, em 09/08/07.

*** Imagem extraída do Google.


24/09/2009

3 falácias de amor no Poema Dia

中央揃え

Arte: Alfred Gockel


Nego para melhor
dizer o que as mais
velhas, sisudas e gordas
carolas já estão roxas
de saber...

¡te estraño!


**Para continuar a leitura, visite o Poema Dia.

24/08/2009

Dor em três atos no Poema Dia


Essa dor...



I -

não mais cretina

não mais ladina

caudalosa

rósea

cor

tina


II -

dilacera

alma

gentil

curva-

-línea


lápide

álgida

escarla-

tina


intacta

crua

muda

mole

fina


III -

fere

desce

serpentina


chove

engole

rosne

finda

!

.

.

.




* Texto escrito entre 16 e 17 de julho de 2008, revisitado pela autora em 24 de agosto de 2009 e publicado no Poema Dia.

** Poema repostado in te gral mente, no HF diante do espelho, em 25-08-09.


26/06/2009

À meia noite


Para acompanhar leitura: Back To Black
Amy Winehouse

Era tarde, muito tarde para retroceder. Ela sabia!... Nada do que lhe dissesse naquele momento far-lhe-ia algum sentido...
Consternada com a sua súbita reação, ela ringe os dentes e lhe interpõe uma fala silenciosa, cujos significados são postos ao acaso e grudam nas paredes como estampas envelhecidas em um retrato natural.

No móvel, imóvel, as imagens distorcidas de uma cena de natal: árvores pitorescas, sinônimos à mesa. Objetos e retalhos de uma vida real. Mas era tarde, realmente muito tarde. O relógio preso à sala de estar, antigo préstimo de família, anunciava-se pau sa da mente à meia-noite.

Talvez se não fosse pela insistência daquela humilde e pretensa sonoridade, podia-se dizer que a sala impregnava-se de a companhia nefasta de um agouro congruente ao cingir de seus dentes.

Eram os sons do silêncio, os sons das madrugadas mal-dormidas, das luzes intransigentes, das letras repartidas. Eram os sons dos vultos saltando os muros, dos saqueadores de tesouros escondidos no interior dos túmulos. Eram os sons dos vermes que vagam na noite com o tridente de Netuno.

Mas ela nada pôde fazer.

Não havia como enunciar simples palavra de conforto... A vela apagara-se há meia-noite, junto ao silenciar dos seus badalos e dos seus açoites.

Ela nada pôde dizer.

O candelabro ainda enfeita o centro, porém a chama na vela o vento soprara rompendo, sem mesmo a companhia de algum mimo ou acalento.

Ela nada pôde dizer. Ela nada pôde entrever.

Acompanhava-lhe o espírito o denso e grotesco rugido dos dentes estampido no ar; perdido no cais, no vácuo, no mar...

– Rs... Ela nada pôde fazer!


* Mini-conto extraído do livro: Agá-Efe: entre ruínas & quimeras (FERNANDES, Hercília: 2006, p. 75-76). Publicado no site Garganta da Serpente, na categoria Contos de Coral.
** Texto “revisitado” pela autora em 24 de junho de 2009 e publicado no Poema Dia.

24/04/2009

Resistência no Poema Dia


O mundo mudou e eu ainda não me dei conta. Ainda me pego contemplando as estrelas, desafiando a lua e invocando São Jorge para me proteger – com sua espada - do dragão. Muito embora, também aspire corromper o herói em vilão.

O mundo mudou e eu ainda fico de bobeira, vagando noite adentro, madrugada inteira, só para colorir e admirar borboletas. Ainda busco significados nas lendas, ainda me reservo o direito de cultuar uma Helena...


*Para continuar lendo a prosa-poética dirija-se ao Poema Dia.


24/03/2009

Mania de Maria-só-zinha no "Poema Dia"

Imagem: Eu e minha boneca


Eu ainda brinco de boneca
e a minha boneca chama-se Maria.
Durante o dia, dentro de um armário,
eu guardo, com cuidado, a minha bonequinha.
Depois cuido para que ninguém perturbe
nem que alguém machuque
a minha doce Maria-só-zinha...



* Para continuar a leitura dirija-se ao Poema Dia.
**Do livro Agá-Efe: entre ruínas & quimeras
(FERNANDES, Hercília, 2006, p. 95-96).


"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."

(Gaston Bachelard)