Não sei qual é pior:
se excesso ou ausência...
Queria conter maior sapiência
e saltar amarelinha
......................em cordas bambas.
Ver mais acerca de falta...
Ela enfrentaria algumas
zebrinhas...
um, dois, três quilinhos
a mais: - na verdade, quatro!
uns cinco sinais de beleza
im-per-fei-ta-mente locados
no rosto; alguns pés-de-galinha,
certa papada no pescoço
e uma vasta opulência
no dorso...
Não almejes meu consentimento
raramente, ponho-me previsível.
Sinto afeição por nuvens, brumas
mares bravios
─ amor?
de vez em quando, socialmente!...
O Ministério da Saúde adverte...
Às vezes posso ser cruel
porque plana, ama, visceral.
Às vezes sou uma boa menina...
À bandeja da fera, servil, colossal.
E posso estar numa breve fadiga:
nuvem, volátil, atemporal.
Assim segue a ciranda e sigo a sina
porque seda, sombrio, no azul do firmamento.
(Mas, quem disse que seria festa, espaçamento?)
A não-identidade é um ócio permeável.
Todo meu ser se condensa na máxima desdobrável:
“Viver não é bom apetite
nem anorexia”...
Irei esvanecer por indigestão!...
Arte de Luís Ralha. Disponível em: http://cuidadinho.blogspot.com/
"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."(Gaston Bachelard)