Sandice


Enquanto você sonha
me devora em sua sandice calado
eu ponho meus óculos-de-sombra
e me afogo na superfície
do aquário...



16 コメント:

fred disse...

Belíssimo, Hercília.
Beijos

Hercília Fernandes disse...

Obrigada, Fred. Sua visita é sempre um sopro poético.

Forte abraço, poetíssimo!
H.F.

Moacy Cirne disse...

O que significa ser devorado por uma sandice, quando calado? O não-dito do poema é capaz de sonhar o sonho de uma loucura, que pressuões, no final, uma imagem surrealista? O sonho é a possibilidade de se criar um poema surrealista centrado no não-surrealismo? Enfim, o que é um poema? O que que é um poema que extrapola a sandice que o leitor indentifica através do(a) autor(a)?

Beijos.

Hercília Fernandes disse...

Moacy, que análise!?

assim você me deixa abundantemente a ca nha da.

Suas interrogações precisas são afirmativas mais-que-perfeitas, desnudam inteiramente o poema.

Muito obrigada pela presença e fartura no comentário.

Forte abraço, poetíssimo!

Beijos :)
H.F.

nina rizzi disse...

sim, belísimo hercília.

eu tambem tenho óculos de sombra. pensava que ninguém entendia (eles dizem). é bom sabr que tenho irmandade com alguém :)

tou a te ler ao sm de cucurrucu paloma, caetano veloso. ombina demais.

beijo :)

J.R. Lima disse...

O peixe se afoga ao sair do aquário e nós, não poucas vezes, ao sairmos de um sonho (ou mesmo de uma prisão) para algo maior (outro sonho? Platão que o diga, eu não sei).

As sombras e os sonhos alheios (entre outras coisas) também se projetam naquela parede, no fundo desta caverna que cada um de nós tem no fundo dos olhos.

Obrigado pelo texto.

Um abraço!

Úrsula Avner disse...

Querida Hercília, sua escrita poética encanta e surpreende. Belo poema ! Bjs com carinho.

Hercília Fernandes disse...

*Nina,

ó.cu.los de som.bra é muito bom. Fico feliz por termos isso em comum.

*J.R.,

que comentário!? Obrigada por trazer essas sombras platônicas à superfície.

*Úrsula,

me faz feliz saber que você apreciou mais essa sandice.

Um forte abraço, Amigos, sejam sempre bem vindos nas águas da H.F., sejam elas profundas, rasas ou flocos-de-neve.

Beijos :)
H.F.

líria porto disse...

gostei muitíssimo da cadência das palavras, do ritmo à conclusão do poema - além, claro, do significado - tudo flui naturalmente, parece simples, fácil - mas não é! queria ter escrito tal sandice, baby!!
besos

Hercília Fernandes disse...

Líria,

suas sandices também sempre me elevam a alma-menininha.

Muito obrigada por sua visita e gentilezas expressas.

Muitos besos :)
H.F.

Lou disse...

Hercília,

Gostei muito da construção! O poema apresenta belas imagens e inquieta promovendo interrogações e possibilidades...

Beijos,
Lou

Hercília Fernandes disse...

Lou,

às vezes, colocamos óculos de sombra e nos afogamos em águas rasas...

Na poesia, essa impossibilidade é per fei ta mente possível...

Obrigada pela vinda e fartura no comentário.

Beijos :)
H.F.

Adrianna Coelho disse...


bom demais ter essas sandices, hercília! bom demais tbm é poder ler...

beijos

Hercília Fernandes disse...

Oi, Adrianna.

Fico feliz que tenha apreciado o texto. Também aprecio muito as suas escritas. Obrigada por sua presença e amável comentário.

Beijos :)
H.F.

Mirse disse...

Sandice que cala e se afoga!

Essa é a poética da minha amiga!

Sinistra, e bela!

Parabéns, querida!

Beijos

Mirse

Hercília Fernandes disse...

Mirse,

grata pela presença e delicadeza no comentário.

Um forte abraço, querida amiga!
H.F.

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Hercília Fernandes
-------------------autora de versos, imagens, canções; ligeiras miudezas e compridas im per fei ções...
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