02/02/2012
rebento
as mãos estão cerradas
os olhos percorrem
único horizonte
a boca é sede fome
tocaia que encanto consome
qual rebento na carcaça
brotando aquém do costume
hfernandes
01/02/2012
mãos dadas
.
.
.
eu não posso,
sozinha,
solucionar a crise
econômica global
o desequilíbrio
socioambiental
o imperialismo
norte-americano
e a herança
da era colonial
a fome e a miséria
nos países africanos
e a dependência
externa
dos estados latino-
americanos
mas eu posso
unir minha língua
à sua
meu coração
ao seu espanto
.
.
.
h.f.
.
.
eu não posso,
sozinha,
solucionar a crise
econômica global
o desequilíbrio
socioambiental
o imperialismo
norte-americano
e a herança
da era colonial
a fome e a miséria
nos países africanos
e a dependência
externa
dos estados latino-
americanos
mas eu posso
unir minha língua
à sua
meu coração
ao seu espanto
.
.
.
h.f.
planejamento
alterar o curso do rio
destituir gavetas
pintar a cara à esfero-
gráfica vermelha
provocar sensações
de arrepio
morrer de amor
até que chegue a manhã
pintar a cara à esfero-
gráfica vermelha
provocar sensações
de arrepio
morrer de amor
até que chegue a manhã
e o amor me tomou
de um jeito
já não sei se fico
ou voo
estou
*Foto localizada aqui.
31/01/2012
29/01/2012
(in)tocável
pela brevidade do instante,
ele vem e toca-me as mãos
porque o sonho é fina areia
também matéria de vulcão
o poeta sabe:
vento (re)move tempestade
ele vem e toca-me as mãos
porque o sonho é fina areia
também matéria de vulcão
o poeta sabe:
vento (re)move tempestade
27/01/2012
vinhas, árias, agoras
.
.
.
eu te leio
como alguém
principia viagens
passagens regadas em vinhas
por que tu me ensopas, agoras, lavras minha?
não sou musa inspirada à vanguarda art’mercenária
mas avulto árias quando tu me tornas,
escovas, às primas horas
das manhãs
tenho assim os dias
.
.
.
.
.
eu te leio
como alguém
principia viagens
passagens regadas em vinhas
por que tu me ensopas, agoras, lavras minha?
não sou musa inspirada à vanguarda art’mercenária
mas avulto árias quando tu me tornas,
escovas, às primas horas
das manhãs
tenho assim os dias
.
.
.
25/01/2012
urgência
.
.
.
e essa urgência
me sonda
me toma
faz-me soma
em teu olhar
livre, monto
destemido cavalo
livre, monto
destemido cavalo
alço vôo
entre as luzes
dos seus pastos
perco-me
nas trilhas do seu trem
desgovernado
e sinto-me eu
como jamais fui um dia
.
.
.
entre as luzes
dos seus pastos
perco-me
nas trilhas do seu trem
desgovernado
e sinto-me eu
como jamais fui um dia
.
.
.
Assinar:
Postagens (Atom)
"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."(Gaston Bachelard)



