31/05/2015
Da (velha) novidade
Repito palavras
e títulos
Atribuo novos sentidos
a velhas paisagens.
Poesia é reinvenção...
Não necessariamente
descontinuidade.
h.f.
2 mai./2015
27/05/2015
Uma pra estrada
Enquanto uma canção percorre
máquinas e nuvens
Eu chego até onde ela está
Provando que a ciência é útil.
01/05/2015
Ainda que...
Precisava sentir a sua presença...
Ainda que eu dissesse: não!
Desdenhasse o sim; ignorasse o senão.
h.f.
01 mai./2015
21/04/2015
Resistir...
ao dito
não dito
ao pé
do ouvido
ao escrito
(mal) parido
até (não) existir.
h.f.
21 abr./2015
11/04/2015
e, no entanto...
"...maybe if I told you the right words
At the right time you'd be mine".
sinto tanto, tanto...
e, no entanto,
nada posso fazer.
h.f.
11 abr./2015
10/04/2015
à medida
hoje não passei batom
quis a boca assim:
des_colorida
o tom
à medida da ferida
entreaberta...
h.f.
10 abr./2015
12/03/2015
Amor medonho
Não foi um sonho...
Havia mangueiras, goiabeiras, roseirais.
Açude, parede; casas na ribanceira
onde lençóis flutuavam
nos varais.
Não foi um sonho...
Havia um homem, uma mulher
arvoredos e cânticos de pardais.
Um amor medonho nas colinas, no lajedo,
nos postais.
h.f.
28 fev./2009
*Poema que integra o livro Nós em miúdos (Editora Patuá, 2013).
Disponível para aquisições aqui.
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"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."(Gaston Bachelard)





