13/09/2015

até quando?


porque o que sinto
é tamanho
devora-me luas inteiras

até quando a sua
demora far-me-á
perder as estribeiras?



h.f.
13 set./2015


acaso


se foi uma ilusão

de ótica
de lógica

que importa?!

o acaso não tocou-me
à campainha

à porta

sequer às horas em que ousei
(a)largar-me em desacertos possíveis



h.f.
23 mar./2013



*Do livro "Poemas de: chamados, esperas & (a)fins", no Prelo.

22/08/2015

De outras (h)eras


o cheiro das flores
aspirei
de outras
(h)eras
o sentimento
se fez presente
a dor...
primavera.


h.f.
22 ago./2015


20/07/2015

entre otras cositas más


nunca fomos amigos
– estávamos mais para canibais
nos comíamos com os olhos
com as letras e com os umbigos
entre otras cositas más...


h.f.
20 jul./2015


16/07/2015

quase me perco...


e lá vem pedra...
quando é chama,

amor. 

vago na efemeridade
do instante
– quase me perco...
a brisa é passageira
o sentimento, abismo.


h.f.
16 jul./2015



15/07/2015

tão, tão...


amar você...
um pleonasmo perfeito.

tudo tão, tão...
imensidão que espreito.


h.f.
15 jul./2015


22/06/2015

ah, os (des)encontros...


paradoxo
é tanto querer
e pouca possibilidade de
ah, os (des)encontros
sequer deveriam
existir


h.f.
22 jun./2015


"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."

(Gaston Bachelard)