13/08/2011

flores eternas

Why, lover why?
Why do flowers die?
Why, lover why?

Century,
in refrão de Lover Why.




Ao meu indelével amor, Marcus Vinícius.


Eu queria que você viesse,
me mostrasse o caminho
de volta ao sonho
- à nossa casa.

Bastaria um acorde
a atitude anos 80
perdida e achada
em solo de guitarra

Bastaria que você,
amor, me despertasse,
me transportasse a um mundo
onde as flores nascem eternas.

Ainda não inventaram
máquina do tempo capaz
de reconstruir quimeras.
Mas ainda sinto o meu coração
pulsar na canção que ventos
me trazem da janela.

Mostre-me como reencontrar
as flores em meio a (des)ordem
dos nossos sentimentos.


12/08/2011

receituários


melhor dormir
dias menores
pedem silêncio

re co lhi men to




 pra dias lentos
nem chuva
nem lamento

cata vento




*Imagem localizada no blog Cataventos.

10/08/2011

lua plana


e de repente surgiu
um sentimento
que não diria o nome
muito menos saberia
explicar

a lua plaina aqui
eu é que ando fora de órbita...



*Arte localizada no blog BrisaPoética,
sem indicação de autoria.
 

08/08/2011

Vela Mar no Maria Clara

Escolhe teu diálogo
e tua melhor palavra
ou teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade,
fragmento de "O constante diálogo".



 Arte: Marc Chagall

Caríssimos,

hoje estou com um poema
que integra o livro, brevemente a ser publicado,
“Nós Em Miúdos”.

Visitas e apreciações são, abundante-
mente, bem vindas.

H.F.

06/08/2011

A ordem dos adereços e o grupo


O artesão se esforça...
cola, versa, contorna
a cor, na véspera,
da rosa na corda

só mais uma outra nova velha vez

Todo dia,
velho, árduo, artifício:
A colcha de ontem não embala o amanhã,
requer método de ofício!

A ordem dos adereços é sempre o porvir
[fatídico manejo!]
Desmontar o velho e deixar o novo sobrevir.

O artesão se esforça...
cola, versa, contorna
a cor, na véspera,
da rosa na corda

só mais uma outra nova velha vez!...


Hercília Fernandes
21 set. 2008




Estamos inaugurando um novo grupo de discussões e apreciações no Facebook denominado “Devaneios sobre o devaneio”. Pretendemos, com o espaço, compartilhar e dialogar ideias, concepções, teorias, bem como textos poéticos, especialmente metalinguísticos, acerca do ser e/ou condição do poeta e do seu ato criativo, contribuindo assim para ampliar as discussões, na rede, sobre o fenômeno criador na poesia.

Junte-se a nós para composição de uma "Pedagogia do Sonhar".

"O sonhador, em seu devaneio, não consegue sonhar diante de um espelho que não seja profundo."

(Gaston Bachelard)